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Sobre o Tema:

 

Com o tema: “Arte/Educação Contemporânea: Metamorfoses e narrativas do ensinar e aprender” pretende-se evidenciar as narrativas e metamorfoses para uma melhor compreensão crítica do ensinar/aprender, saberes e fazeres artísticos numa sociedade que tem na arte sua vida, em vida vivida com arte, discutir uma arte/educação contemporânea e tentar superar e/ou dialogar com as diferentes possibilidades de pensar a humanidade do mundo da arte da modernidade e pós-modernidade.

                Para Chevalier e Gheerbrant (1993, p. 608) as metamorfoses “revelam certa crença na unidade fundamental do ser”,  as modificações na forma não parecem afetar as personalidades profundas, que, em geral, guardam o seu caráter e fórmula primeira. Assim se faz necessário desvelar as narrativas de professor e pesquisador, da docência e da pesquisa, da construção de identidades profissionais e de perfis dos profissionais da Educação em Artes Visuais, Dança, Música, Teatro e da Arte na Pedagogia, bem como das narrativas pedagógicas, da Política Educacional, e das metamorfoses nas poéticas artísticas e práticas de ensinar e aprender a pesquisar. Destacar as metamorfoses e as articulações entre diversos âmbitos de saberes, reflexões e práticas que se constituem sob a perspectiva ética, estética, artística, educativa, opção que agrega potencialidades de interação referidas ao Cuidado, à Criação Coletiva e ao “Estar- juntos”

                Outros tempos, outra era? Quais metamorfoses e narrativas permeiam a cultura da arte/educação contemporânea? Conceituais, artísticas e educacionais nos lugares de produção, difusão e acesso a cultura. Com as tensões econômicas, políticas e do pensamento mundial, é emergente pensar em alternativas possíveis de uma arte/educação contemporânea de seu tempo. Metamorfoses e narrativas do ensino e aprendizagem da Arte. Metamorfose gerada pela identificação estética traz na socialidade a transubstanciação capaz de conscientizar com a saturação do político. Decreta outra ética pública para “explodi-lo”, lógica esta “societal”. Ou seja, o ato de um “estar- junto” que, ao lado dos elementos mecânicistas e racionais que estão na base do contrato social, integra todos os aspectos passionais, francamente ilógicos em ação na natureza humana.(MAFFESOLI, 2013)

                 Uma vez que, narrativa pode ser entendida como: conhecer, narrar, informar e contá-la cerca as pessoas desde o momento que se consegue compreender a fala, fornecendo às pessoas uma ferramenta, para aprender e ensinar uns aos outros. Estamos constantemente narrando processos formativos, forma e conteúdo no ensinar e aprender, narrativas avaliativas, narrativas de vivências de ensino e aprendizagem em Arte, contando sobre eventos que assistimos ou participamos ou sobre os quais pesquisamos, ouvimos falar, sobre práticas de ensinar e aprender na escola, narramos histórias de vida pessoal e profissional de professor e histórias de pedagogias da arte. Roland Barthes, afirmou que "a narrativa está presente em todos os tempos, em todos os lugares, em todas as sociedades, começa com a própria história da humanidade [...] é fruto do narrador ou possui em comum com outras narrativas uma estrutura acessível à análise" (1966,p.1)

Como pesquisadores e professores/artistas/pesquisadores, estamos em constantes metamorfoses e estamos expressando e manifestando narrativas visuais, narrativas em dança, narrativas musicais, e narrativas de expressão teatral e cênica. Quais narrativas são contemporâneas? Quais as transformações conceituais que estão ocorrendo como possibilidades da Arte/Educação contemporânea, das questões artísticas e educacionais nos lugares de produção, difusão e acesso às culturas? Com as tensões econômicas, políticas e dos pensamentos mundiais, que arte/educação contemporânea queremos na chamada modernidade, mediante a pós- modernidade que estamos vivendo?

“Há momentos em que a vida não possui mais a regularidade e a racionalidade de um programa político, e, nesses momentos, o sonho e a realidade fazem parte de uma coisa só, o fantasma torna-se uma criação do espírito coletivo e cria, por sua vez, esse espírito materializado que constitui qualquer ato criativo. Essa criação não possui a solidez nem a consistência que lhe queria dar o homo faber da modernidade, porém ela lembra que, sempre e novamente, é do caos ilimitado que surgem as novas formas” (MAFFESOLI, 2003:181).

 

                Considerando uma Arte/Educação contemporânea, qual identidade e perfis dos(as) pesquisadores(as) e arte/educadores(as)? A arte não tem limites e nem barreiras, então como pensar e criar os limites teóricos e didáticos para uma arte/educação para a complexidade? Que metamorfoses e narrativas de pesquisa e narrativas do ensinar/aprender orientam as práticas educativas da Educação Básica à Universidade e vice-versa e para além delas nos espaços não-formais de ensinar/aprender? Que metamorfoses e narrativas de pesquisas na formação inicial e continuada do professor de Arte tencionam na contemporaneidade? Que narrativas e metamorfoses as Tecnologias e Artes Visuais, Dança, Música e Teatro poetizam o fazer e pensar as práticas artísticas? E as tecnologias da Informação e comunicação no ensinar/aprenderem nas áreas de Arte na contemporaneidade? Que metamorfoses e narrativas revelam  os Arte/Educadores e alteridade? E o que a contemporaneidade diz das Múltiplas Culturas, interculturalidade e inclusão nas metamorfoses através do tempo? Que metamorfoses e narrativas estão presentes na História das Políticas Públicas em Arte/educação e suas áreas de ensino e quais seus impactos e repercussões na escola e na formação de profissionais do ensino de Artes Visuais, Música,Teatro e Dança?

As narrativas e metamorfoses de ser pesquisador ao longo do tempo e o conceito de narrativa é o que permite reconhecer as contrariedades, é estudada, como um método de ensinar e um método para produzir, como uma teoria para investigar, como uma prática social estratégica ou política.  A narrativa é usada por pesquisadores, para descrever, narrar e contar seus estudos e desvelar o resultado de seu conhecimento, construindo e produzindo conhecimento.Quais pesquisas revelam? São analisadas focando na função da narrativa ou focando na forma como é produzida. A base da transferência de conhecimentos é a tradição oral de contar histórias, sendo um fenômeno que dá significado a vida das pessoas. A narrativa carrega desde seu início características multidisciplinares, e é aberta a diversas metodologias de diversas áreas, da História da arte, das Artes Visuais, da Dança, da Música e do Teatro, do Cinema e das Histórias em quadrinhos para citar algumas. Sodré (1988, p.75) citado por Klimick (s/d) diz que a narrativa é o discurso capaz de evocar, através da sucessão temporal e encadeada de fatos, um mundo dado como real ou imaginário, situado num tempo e num espaço determinados. Na narrativa, distingue-se a narração verbal e visual, musical e teatral cênica, que falam e narram do mundo, e da diegese - mundo narrado, ou seja, ações, personagens, tempos. Como uma imagem, a narrativa põe diante de nossos olhos, nos apresenta um mundo. Como nos aborda Saraiva (2003, p.9) “o ato de narrar configura-se na pintura, escultura, na tapeçaria, na mímica, na dança, na representação cênica [...] nos signos auditivos na música [...] na arte digital e na representação artística das ações humanas”. Assim a arte visual, a dança e a performance, a música, o teatro, símbolos e signos e texto são narrativas que foram se constituindo ao longo do tempo. Que narrativas poéticas, que narrativas contadas de saberes e fazeres, forma e conteúdo nas linguagens artísticas? Que narrativas na contemporaneidade? E que metamorfoses são desconstruídas e reconstruídas, construídas em outras nas pesquisas e na ação docente em Arte?

O poeta, o artista, o artista /professor, a pessoa humana  reescrevem  narrativas? Quais e o que vem mudando, se metamorfoseando? O contemporâneo é olhar o escuro de hoje e de como está velado. Pessoas e profissionais encontram caminhos, e que caminhos, quais percursos metamorfoseiam outras narrativas? Criar outros vieses para a poética humana. Narrativas pessoais e as narrativas profissionais, narrativa do outro, com os outros, das pessoas. Dos profissionais da Arte/Educação e pesquisas que narram e contam suas vivências e seus andarilhares de ser professor, artista/professor/pesquisador que transmuta, muda, transfigura, transmigra, metamórfico, transforma, e metamorfoseia.

Assim, a exposição traz o experimento em busca de um conceito em desenvolvimento e transformação Considerando-se que estamos vivendo em uma sociedade marcada pela(s) tecnologia(s) e por uma intensa multiplicidade de linguagens (verbo-visual predominantemente), pretendemos rastrear – nos subsidiando em Derrida (1972 [2001]) – alguns acontecimentos que permitiram o surgimento de diferentes objetos, linguagens e suportes midiáticos, que deram vazão a novos modos de significação e subjetividades alusivo das passagens do ser. Nós enquanto eu, tu e os outros em mutação. Isso implica mencionar, apoiados em Foucault (1998), que o poder está em todo lugar, disseminado nas diferentes instituições. Trata-se, pois, de sistemas de interdição do qual toda formação social dispõe, mais precisamente de procedimentos que criam um jogo de fronteiras, limites, supressões que tentam controlar a produção dos discursos na sociedade. Por meio de mecanismos coercitivos, as instituições conjuram o acaso do discurso, colocando regras de funcionamento para quem deseja entrar na sua ordem.

Estas, são metamorfoses que podemos desvelar e nos fazer transformar coletivamente do “estar juntos” durante, e após o II ConFAEB Internacional e XXIV ConFAEB Nacional, desvelando narrativas e acreditando que a Arte/Educação deve estar em todos os campos da sociedade transterritorializados, em todos os níveis e modalidades da educação formal e não formal – escolas, organizações não governamentais(ONGs), espaços musicais, instituições que abrigam a infância e adolescência, jovens e adultos, idosos, doentes, homens, mulheres, pessoas com necessidades educativas especiais, bem como de inclusão social de homossexuais, transexuais, crossdressing, bissexuais, sem distinção de gênero, etnias, raças e culturas diversas, alteridade e inclusão – em todos os espaços, instigando uma política afirmativa para o arte/educar, tendo as narrativas da legislação regida pela LDB 9394/96 (Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e para além dela, é uma forma de praticar a cultura não por uma política educacional decretada, mas por uma política educacional, cultural e artística construída e mediada por narrativas do saber, e querer, que o conhecimento tome conta das narrativas  intersubjetivas de nós profissionais das diferentes áreas de conhecimentos: das Artes Visuais, da Dança, da música e do Teatro o que significa ainda, rejeitar, segundo Foucault,

 

[...] o continuísmo presente na história [arte] tradicional, problematiza qualquer tipo de continuísmo na história ao privilegiar as séries, os recortes, os limites, os desníveis, os deslocamentos. Seu objetivo é determinar que forma de relação pode ser legitimamente descrita entre essas diferentes séries, que sistema vertical elas são suscetíveis de formar; qual é, de umas para outras, o jogo das correlações e das dominâncias; de que efeito podem ser os deslocamentos, as temporalidades diferentes, as diversas permanências; em que conjuntos distintos certos elementos podem figurar simultaneamente (1972, p.18).(grifo nosso)

 

Com o desejo de realizar um Congresso significativo, no qual as ideias e narrativas fluam com debates em uma maturidade dialógica entre as diversas áreas da Arte e onde todos estejam sempre numa ação comunicativa para a compreensão da Arte e para a construção cidadã de pessoas, no e do universo, dos organismos vivos (ecossistemas) e da poética humana no mundo contemporâneo, esperamos a contribuição das possíveis narrativas dos profissionais pesquisadores das diferentes expressões de conhecimento como os profissionais de Artes Visuais, Dança, Música, Teatro. Design, Cinema, Quadrinhos, e demais áreas que na interdisciplinaridade, transdisciplinaridade e multidisciplinaridade dialogam pelo campo epistemológico dos conhecimentos e que queiram associar-se à Federação, que podemos no diálogo colaborativo entre muitos profissionais pesquisadores e professores que sempre estiveram na história da Federação de Arte/Educadores do Brasil (FAEB) e dos CONFAEBs, e profissionais latino-americanos e dos novos associados que serão bem-vindos e que estão por vir e se articular transmutando-se a narrarem suas histórias de “ser”  e de “ser professor” e professor de ensino e aprendizagem das  Artes visuais, Dança, Música e Teatro em que metamorfoseiam saberes e fazeres com processos formativos de viver a humanidade humanizada, deserarquizada, livre da escuridão velada.  

Toda essa narrativa aqui elencada indaga a todo instante e convida a desvelar o que está velado. O contemporâneo é fazer ver a escuridão. Que arte/educação instiga a humanidade sair da escuridão? Ou fazer ver a escuridão? O que a contemporaneidade diz ao arte/educador? O que o arte/educador compreende, narra e diz de si, do seu cotidiano vivido na cultura escolar, não escolar do mundo educacional contemporâneo da Arte? Quais fundamentos teóricos, epistemológicos e didáticos para a arte/educação contemporânea? Existem ou precisam existir? Que valores são (in) visíveis na Arte/Educação atualmente? Por que políticos e gestores de Políticas Públicas insistem em descumprir as leis que demarcam o ensino e os conteúdos/conhecimentos das Artes Visuais, da Dança, da Música e do Teatro em todo o território nacional, Latino-americano e Mundial? E que narrativas e realidade do ensino e aprendizagem e suas metamorfoses revelam através dos tempos na América Latina e no Mundo? Até quando essas sub-áreas áreas de conhecimento do campo da Arte serão ministradas por professores sem formação na área específica do conhecimento em que atuam?  Qual ética e estética? Provocam uma crise ética/estética? São narrativas que precisam vir ao debate  durante o II CONFAEB Internacional e o XXIV CONFAEB Nacional de 2014. Narrar a Arte/Educação latino-americana, e ter a escuta do Consejo Latinoamericano de Educación por El Arte (CLEA)  acreditando que as Artes Visuais, Dança, Música e Teatro devem estar com seus conhecimentos e práticas artísticas fazendo referência a Augè (1994) em“ lugares, não-lugares e lugares virtuais”, nos âmbitos da sociedade contemporânea complexa, numa hibridização em transterritórios, cujas cartografias revelam complexidades e expansão do  campo de conhecimento da Arte/Educação.   

Uma necessidade estética e ética de pesquisa, e organização da prática educativa em todos os espaços e instituições educativas formal, não-formal e emergente em projetos sociais, da Universidade à Educação Básica escolar, da Pós-Graduação à Educação Infantil, e nos espaços não-formais e informais, como ONGs, e outras instituições e como nos sinaliza Canclini (1988) culturas hibridas como estratégia para entrar e sair da modernidade e interculturais híbridas em sua complexidade, ou seja, todos os espaços sem distinção, instigando uma política afirmativa,com  narrativas e metamorfoses expressivas e da poética da formação humana, poética da pessoa humana, para além das Artes a vida em ecossistema artístico (ANPAP,2013) e metamorfoses, para uma compreensão e transformação de narrativas de si, do outro e com os outros, juntos os profissionais pesquisadores se agregam para  apresentar pesquisas e experiências, trocar e refletir a Arte/Educação contemporânea em Artes Visuais,  Dança, Música e do Teatro, desvelando-as  e transformando o cotidiano do ensinar e aprender para uma contemporaneidade em suas complexidades e metamorfoses.¹ 

Coordenação geral.

 

¹.AUGÉ,M.Não-lugares:introdução a uma antropologia da sper-modernidade.Campinas:Papirus,1994;BARTHES, R. (1966). Introduction à l’Analyse Structurale des Récits.Communications, Paris: Editions du Seuil (pp. 1-27); CHEVALIER, J.; GHEERBRANT, A. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1993. ; DERRIDA, J. Posições. Trad. de Tomaz Tadeu da Silva. Belo Horizonte: Autêntica, [2001], 1972; FOUCAULT, M. Microfísica do poder (org. e trad. de Roberto Machado). 16ª. Ed. Rio de Janeiro, RJ: Graal, [2001], 1979. CANCLINI, N. G. Culturas híbridas :estratégias para entrar e sair da modernidade.2ª.ed.São Paulo,SP:Editora, USP/SP,1998; MAFESSOLI,M. Conferência Internacional:mudanças de valores na sociedade pós-moderna.Palas Athena.2012. SODRÉ, Muniz.,Best-Seller:a Literatura de Mercado. Série. Princípios. EdAtica.SP,1988.).SARAIVA,J. A. Narrativas Verbais e Visuais. Porto Alegre ,EdUnisinos,2003.

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